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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

As guerras civis na África

Comentar os conflitos Ruanda e Burundi... Biafra... Angola e Moçambique... Argélia.... etc...

10 comentários:

  1. "Também na chamada África portuguesa - Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - as lutas pela independência revelaram-se sangrentas. Moçambique e Angola, por exemplo, libertaram-se após violentas guerras contra Portugal, em 1975.
    Em Angola, o movimento anticolonial assumiu contornos especiais em razão do contexto da Guerra Fria. Os grupos angolenses e orientação marxista procuraram apoio junto a países como Cuba e União Soviética, enquanto grupos liberais buscaram ajuda norte-americana.
    Diferentes grupos políticos passaram a lutar pelo poder no país. A guerra civil ganhou força, especialmente por que os Estados Unidos não tinham interesse na instalação de regimes socialistas na África. Por outro lado, o bloco socialista também via no conflito uma oportunidade de fortalecer o seu bloco, caso Angola passasse a integrá-lo.
    O trágico saldo da guerra civil de mais de duas décadas é um país arrasado em toda a sua infra-estrutura, afetado por doenças que matam centenas de pessoas por dia e que se tornou o detentor do maior percentual mundial de pessoas mutiladas por minas terrestres.
    Além de causar mutilações, as minas dificultam extremamente a prática da agricultura. Consequentemente, Angola é um dos países mais pobres do mundo, em que cerca de 60% da população é analfabeta.
    O caso de Moçambique, outra ex-colônia portuguesa, não difere muito do angolano. Em 1975, Moçambique conseguiu a independência com um grupo de orientação marxista. Moçambique enfrentaria problemas parecidos com os de Angola, ou seja, ali também os conflitos giraram em torno da divisão entre SOCIALISTAS e CAPITALISTAS."
    ( http://geoguia.blogspot.com/2008/11/angola-e-moambique.html )

    Qualquer tipo de guerra, para mim, é uma verdadeira tristeza. É ruim de saber que centenas de pessoas foram mortas; é ruim também saber que as consequências dessas guerras resultaram em grande taxa de analfabetismo no país, atualmente; é triste saber também que o passado trágico que envolve guerra deixa marcas no presente.

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  2. Ruanda e Burundi

    "Um dos desdobramentos mais trágicos das lutas desencadeadas a partir do processo de independência são as guerras civis. Tata-se da conseqüência mais visível e sangrenta da criação das fronteiras artificiais responsáveis pela divisão política do continente africano. Conflitos ancestrais tornaram-se guerras que desencadearam elevado índice de mortes, muitas vezes acompanhadas de golpes de Estado e instauração de ditaduras corruptas, interessadas em assegurar privilégios de minorias.

    * Ruanda e Burundi - Um dos maiores exemplos dessa luta mortal entre tribos é a que envolve hútus e tútsis nos territóros hoje divididos em Ruanda e Burundi. Originalmente denominada Ruanda-Burundi, até a Primeira Guerra Mundial essa região pertencia à África Oriental Alemã. Em 1919, após a derrota dos alemães na guerra, os belgas assumiram o controle do território em questão.

    Os conflitos na região, porém, remontam aos séculos XII e XV, quando chegaram ao local grupos de hútus e tútsis, qu conviveram ali durante muito tempo. Os Tútsis criavam gado, os hútus eram agricultores.

    Sob o domínio belga, os tútsis, que correspondiam a cerca de 15% da população, foram escolhidos pelo poder colonial para "governar" o país. A maioria hútu (cerca de 85%) ficou excluída do processo social e econômico. Como não poderia deixar de ser, os hútus passaram a defender um governo que representasse os seus interesses. Em 1959, os agricultores hútus rebelaram-se contra a monarquia tútsi apoiada pelos belgas e abriram caminho para separar Ruanda e Burundi. Em 1961, sob a liderança hútu, Ruanda ganharia status de República, e, no ano seguinte, a Bélgica reconheceria sua independência. Perseguidos, os tútsis procuraram abrigo nos países vizinhos. Por sua vez, Burundi também se tornou independente nesse ano, sob monarquia tútsi.

    Entretanto, a paz não foi alcançada. Em 1963, tútsis exilados no Burundi organizaram um exército e voltaram para Ruanda, sendo massacrados pelos hútus. Outros massacres sucederam-se até que, em 1973, um golpe de EStado levou ao poder, em Ruanda, o coronel Juvénal Habyarimana, de etnia hútu. Apesar dos conflitos persistirem, pode-se afirmar que, nas duas décadas seguintes, houve certa trégua.

    Em 1993. o governo de Ruanda, lederado pelos hútus, assinou um acordo de paz com aliderança tútsi, pelo qual os refugiados poderiam voltar ao pais e participar do governo. Em abril do ano seguinte, retornando de uma conferência na Tanzânia, os presidentes hútus de Ruanada e de Burundi foram vítimas de um acidente aéreo. A morte desses líderes desencadeou a volta dos massacres.

    No Burundi, apesar da condição de minoria étnica, os tútsis detinham o controle do Exército e deram um golpe de Estado em 1996, quando nomearam presidente um major dessa etnia. Além disso, obrigaram grande massa de hútus a viver na condição de refugiados nos chamados "campos de reagrupamento", que reúnem cerca de 10% da população (cerca de 800 mil pessoas), segundo dados da organização não governamental Anistia Internacional. Outros 700 mil refugiados vivem fora das fronteirs do país, mais precisamente em países limítrofes, como Tanzânia e Uganda, criando sérios problemas para os dois governos, que não têm condições de garantir ajuda humanitári a essa população.

    Em Ruanda, onde a violência não tem sido menor, calcula-se que 13% da população tenha morrido na guerra desencadeada em 1994 pelos hútus, sendo 90% desse total integrantes da minoria tútsi, segundo dados da ONU."
    fonte:http://www.guajenet.com/2010/08/as-guerras-civis-na-africa.html
    Infelizmente os conflitos pioraram a pobreza na Africa.

    De acordo com o exercício passado pela Professora Suely Gomes,1% da populaçao tem automoveis na Africa.Isto é terrivel!
    Aqui no Brasil,temos problemas com o ar muito poluido (principalmente em Sao Paulo), por causa do exceso de automoveis poluentes nas ruas.Vitoria de Oliveira Ribeiro.

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  3. Conflitos entre Ruanda e Burundi, na região dos Grandes Lagos Africanos, já deixaram 1 milhão de mortos e 4 milhões de refugiados, metade da população do país, em consequência da antiga rivalidade entre as etnias tutsi e hutu.Esses países foram colônias belgas até os anos 1960, quando conquistaram, após intensas batalhas, suas independências. Em Ruanda e no Burundi, duas etnias se sobressaíram após esses conflitos, os hutus, representando 80% da população, e os tutsis, perfazendo 10%.

    Depois de lutarem lado a lado pela descolonização de suas terras, esses grupos não entraram em acordo sobre o comando do país e conflitos étnicos tornaram-se rotina para a população de ambos.

    Essa situação agravou-se a partir de 1994, quando um milhão de hutus ruandenses precisaram se refugiar no vizinho Congo, então chamado de República do Zaire. Com isso, formaram-se gigantescos campos de refugiados, sendo que alguns contavam com mais de um milhão de pessoas.

    O problema se agravou a partir do momento em que os chefes militares zairenses concordaram em organizar uma milícia hutu para derrubar o poder dos tutsis em Ruanda. Assim, formou-se uma espécie de “governo paralelo” na fronteira dos dois países, com o comando do general rebelde Laurent Kabila à frente de um Exército bem treinado.

    Contudo, nessa mesma região, separados apenas por algumas centenas de quilômetros, estavam também as minorias tutsis habitantes do Zaire! Essas pessoas pediram ajuda imediata ao então governante do Zaire, o ditador Mobutu Sese Seko, que prontamente enviou suas tropas ao local.

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  4. Continuação...
    Sem dúvida um dos eventos mais dramáticos e comoventes da África foi a Guerra de Biafra, que chocou o mundo com suas imagens marcantes e comoventes de adultos e crianças em estado de extrema subnutrição, ou simplesmente mortas. O agente causador da guerra foi um choque entre dois grupos étnicos da Nigéria.

    A Nigéria se tornou independente em 1960, foi formada pela reunião do povo ibo com o povo hausa. Os ibos eram provenientes da província de Biafra, a leste do país, e formavam a elite da Nigéria. De uma forma geral eram os que tinham os melhores empregos e os melhores salários. Num golpe de Estado, em 1966, um grupo de oficiais do exército da etnia ibo tomou o poder. No entanto, em um contragolpe, o novo governo foi derrubado e os ibos passaram a ser caçados e massacrados no país inteiro.

    Os que conseguiram escapar fugiram para a sua província de origem e se declararam independentes. A província de Biafra era muito rica em petróleo. Por esse motivo, o governo não iria aceitar sua separação, tendo em vista que era a região mais rica do país. Fator que resultou numa guerra civil que teve início em 1967, e fim em 1970.

    Morreram, aproximadamente, um milhão de pessoas, em sua maioria ibos. Biafra se rendeu e foi anexada novamente ao território da Nigéria. Desde o fim da guerra civil, o país vem sendo governado por militares, a administração pública é dominada pela corrupção.

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  5. Continuação...
    Também na chamada África portuguesa - Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - as lutas pela independência revelaram-se sangrentas. Moçambique e Angola, por exemplo, libertaram-se após violentas guerras contra Portugal, em 1975.
    Em Angola, o movimento anticolonial assumiu contornos especiais em razão do contexto da Guerra Fria. Os grupos angolenses e orientação marxista procuraram apoio junto a países como Cuba e União Soviética, enquanto grupos liberais buscaram ajuda norte-americana.
    Diferentes grupos políticos passaram a lutar pelo poder no país. A guerra civil ganhou força, especialmente por que os Estados Unidos não tinham interesse na instalação de regimes socialistas na África. Por outro lado, o bloco socialista também via no conflito uma oportunidade de fortalecer o seu bloco, caso Angola passasse a integrá-lo.
    O trágico saldo da guerra civil de mais de duas décadas é um país arrasado em toda a sua infra-estrutura, afetado por doenças que matam centenas de pessoas por dia e que se tornou o detentor do maior percentual mundial de pessoas mutiladas por minas terrestres.
    Além de causar mutilações, as minas dificultam extremamente a prática da agricultura. Consequentemente, Angola é um dos países mais pobres do mundo, em que cerca de 60% da população é analfabeta.
    O caso de Moçambique, outra ex-colônia portuguesa, não difere muito do angolano. Em 1975, Moçambique conseguiu a independência com um grupo de orientação marxista. Moçambique enfrentaria problemas parecidos com os de Angola, ou seja, ali também os conflitos giraram em torno da divisão entre SOCIALISTAS e CAPITALISTAS.
    Quais Foram as Mudanças?
    O início do século XXI mantém as marcas do final do século anterior: AS GUERRAS. Os principais conflitos do continente africano ocorrem no Sudão, na Somália, no Burundi e no Congo. Embora esses permaneçam, alguns outros foram superados: em Moçambique, Serra Leoa, Etiópia e Eritréia foi possível estabelecer alguma estabilidade política; entretanto, não se sabe até quando.
    As elites africanas, nos últimos anos, chgaram finalmente (ou pelo menos parecem estar chegando) à conclusão de que a permanência de conflitos no continente impede qualquer tentativa mais efetiva de modernização econômica e social.
    A comunidade internacional também tem dado mostras de maior interesse em colaborar para que os povos africanos possam superar seus profundos problemas. Mas a tarefa é enorme: os investimentos dos países ricos só ocorrerão dentro de um quadro de paz e estabilidade, o que o continente não conheceu no último século; é preciso passar dos discursos às ações.

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  6. Continuação...
    Também na chamada África portuguesa - Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - as lutas pela independência revelaram-se sangrentas. Moçambique e Angola, por exemplo, libertaram-se após violentas guerras contra Portugal, em 1975.
    Em Angola, o movimento anticolonial assumiu contornos especiais em razão do contexto da Guerra Fria. Os grupos angolenses e orientação marxista procuraram apoio junto a países como Cuba e União Soviética, enquanto grupos liberais buscaram ajuda norte-americana.
    Diferentes grupos políticos passaram a lutar pelo poder no país. A guerra civil ganhou força, especialmente por que os Estados Unidos não tinham interesse na instalação de regimes socialistas na África. Por outro lado, o bloco socialista também via no conflito uma oportunidade de fortalecer o seu bloco, caso Angola passasse a integrá-lo.
    O trágico saldo da guerra civil de mais de duas décadas é um país arrasado em toda a sua infra-estrutura, afetado por doenças que matam centenas de pessoas por dia e que se tornou o detentor do maior percentual mundial de pessoas mutiladas por minas terrestres.
    Além de causar mutilações, as minas dificultam extremamente a prática da agricultura. Consequentemente, Angola é um dos países mais pobres do mundo, em que cerca de 60% da população é analfabeta.
    O caso de Moçambique, outra ex-colônia portuguesa, não difere muito do angolano. Em 1975, Moçambique conseguiu a independência com um grupo de orientação marxista. Moçambique enfrentaria problemas parecidos com os de Angola, ou seja, ali também os conflitos giraram em torno da divisão entre SOCIALISTAS e CAPITALISTAS.

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  7. Continuação...
    Quais Foram As Mudanças?
    O início do século XXI mantém as marcas do final do século anterior: AS GUERRAS. Os principais conflitos do continente africano ocorrem no Sudão, na Somália, no Burundi e no Congo. Embora esses permaneçam, alguns outros foram superados: em Moçambique, Serra Leoa, Etiópia e Eritréia foi possível estabelecer alguma estabilidade política; entretanto, não se sabe até quando.
    As elites africanas, nos últimos anos, chgaram finalmente (ou pelo menos parecem estar chegando) à conclusão de que a permanência de conflitos no continente impede qualquer tentativa mais efetiva de modernização econômica e social.
    A comunidade internacional também tem dado mostras de maior interesse em colaborar para que os povos africanos possam superar seus profundos problemas. Mas a tarefa é enorme: os investimentos dos países ricos só ocorrerão dentro de um quadro de paz e estabilidade, o que o continente não conheceu no último século; é preciso passar dos discursos às ações.

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  8. Aluno : Luis Ricardo De Aquino Honorato 8º "A"

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